A computação em nuvem é uma tecnologia extremamente vantajosa para as empresas, principalmente por gerar mais disponibilidade dos serviços e menos custos. Contudo, com a nova lei geral de proteção de dados brasileira, a LGPD, é necessário focar em outro aspecto: a segurança.

Evidentemente, é possível manter e preparar a cloud para essa lei de forma efetiva. Para saber como fazer isso, confira este artigo.

O que é a lei de proteção de dados?

A lei de proteção de dados foi sancionada em agosto de 2018 e entrará em vigor em 2020. Foi inspirada pela regulação definida na União Europeia em 2016, a chamada GDPR. Basicamente, a norma busca conferir mais autonomia ao cliente e fortalecer a transparência nas negociações que envolvem coleta de dados.

Um dos pontos é a necessidade de provar a real finalidade para o armazenamento de informações pessoais, que são as que distinguem uma pessoa de outra. Ou seja, deve ficar claro para o consumidor e para o governo quais são as intenções da companhia.

Assim, quando a finalidade for cumprida, a organização deve remover os dados de sua base, a fim de assegurar a segurança do cliente. Da mesma maneira, o uso deve estar de acordo com aquilo que foi informado ao usuário no momento em que ele aceitou.

Outro ponto importante é o poder concedido ao titular de alterar ou solicitar a remoção de suas informações dos bancos de armazenamento. O processo deve ser transparente, e o dono pode, a qualquer momento, tomar a decisão que lhe for conveniente.

Também vale destacar que, assim como a lei europeia, a LGPD é aplicável a qualquer setor comercial e regula também as parcerias das companhias com outras que podem não ter sede no Brasil. Em suma: se os donos dos dados forem cidadãos brasileiros, as companhias descuidadas são passíveis de punição.

A importância da norma

A legislação veio em um momento propício: no contexto das discussões sobre privacidade e segurança, principalmente por conta de alguns escândalos sobre o uso indevido de informações pessoais. 

Para as empresas, é fundamental se preocupar com as restrições, pois as multas podem ser pesadas, a depender da situação, e podem gerar perda de credibilidade e de confiança dos clientes.

Ou seja, mudanças culturais profundas serão necessárias para garantir compliance e organização de todos os departamentos

A norma pode ser encarada também como uma oportunidade de investir em segurança da informação e melhorar os processos. Afinal, hoje em dia, é uma demanda cada vez mais crescente que impacta diretamente na imagem pública de uma corporação e na satisfação de seus clientes.

Como garantir adequação da nuvem à nova lei?

Neste tópico, discutiremos como o paradigma de virtualização de servidores pode se adaptar à nova lei.

Criptografia

Um dos pontos é a criptografia que é implementada pelos sistemas em nuvem. Devido a esse recurso, os dados ganham códigos de segurança que só podem ser decifrados pelos responsáveis, o emissor e o receptor. 

Assim, a companhia assegura que as informações permaneçam invioláveis ao longo do seu ciclo de utilização. 

Gerenciamento de risco

Outro fator positivo da nuvem nesse contexto é o gerenciamento de risco que ela proporciona. Com o cuidado maior, é possível trabalhar com as possíveis brechas e implementar medidas protetivas que antecipam a ocorrência de certos problemas.

A visão mais ampla fornece mais segurança e proatividade para a gestão, que sabe o que fazer, como lidar com situações de crise e como manter as informações dos clientes seguras.

Dessa maneira, é possível também estabelecer uma transparência maior no controle dos dados e comunicar ao cliente o que for necessário.

Assim, diretrizes de acesso podem ser implementadas bem como protocolos de defesa em caso de ataques, com o objetivo de reduzir os prejuízos para os consumidores.

Privacidade por design

Outro dos pontos mais comentados sobre a LGPD foi a ideia de privacidade por design, ou seja, desde a concepção.

Basicamente, isso representa a necessidade de manter o foco na transparência e no cuidado com dados desde o início da concepção de um produto ou serviço, ou seja, em todas as etapas.

O gerenciamento de riscos da nuvem viabiliza testes efetivos de segurança antes do lançamento de um resultado aos clientes, por exemplo, a fim de assegurar que esses produtos/serviços estejam consistentes e que não exponham os usuários a grandes perigos. 

Monitoramento

Da mesma maneira, o monitoramento dos servidores virtuais ajuda a implementar o cuidado com a privacidade. É possível estabelecer controles de acesso e de disponibilidade dos sistemas em tempo real para agilizar respostas a possíveis incidentes, com visibilidade e transparência.

A concentração de informações relevantes facilita a tomada de decisões em momentos críticos. É possível, com isso, monitorar a saúde dos dados e reforçar a proteção deles em todas as fases da utilização.

Como manter a segurança?

Para reforçar a segurança, frequentemente, as empresas precisam adotar algumas práticas como a execução de backups para manter arquivos em diferentes versões em locais distintos. 

Ademais, outra estratégia eficiente é o treinamento dos colaboradores, com a devida educação com relação aos riscos. Eles precisam ser cuidadosos no acesso às informações e no uso da internet para evitar a criação de vulnerabilidades e brechas. 

Restringir o acesso aos dados mais sensíveis é uma boa prática também, pois garante que a gestão controle com maior cuidado essas informações.

Da mesma forma, a utilização de sistemas computacionais como antivírus e ferramentas de firewall também são imprescindíveis nesse sentido, pois otimizam o monitoramento da rede e o filtro de acesso. Assim, é possível bloquear determinadas aplicações e impedir ações suspeitas.

Também vale ressaltar a importância da atualização dos softwares e da adaptação às credenciais dos fornecedores. Isso ajuda a fechar brechas e a tornar a solução de segurança ainda mais robusta.

A LGPD entrará em vigor em 2020, mas é importante começar a se preocupar com ela desde agora.

A computação em nuvem oferece uma série de possibilidades úteis no controle e monitoramento para garantir segurança, por isso, é importante saber exatamente como implementar medidas de proteção nesse paradigma.

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